Metodologias e organização

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Quando a gente fala de organização das atividades e produtividade, existem milhões de métodos: GTD, Tríade do tempo, Eat that frog, ZTD, Kanban, Pomodoro...isso só pra citar alguns e você entender do que eu estou falando. Quando a gente descobre esse mar de opções a gente trava. E agora? Que metodologia escolher? Qual a melhor? Se eu ganhasse um real pra cada vez que alguém me pergunta que metodologia eu recomendo, estaria rica! É por isso que eu resolvi falar hoje sobre esse assunto para esclarecer algumas coisas.

Eu adoro métodos. Acho que eles nos ajudam com caminhos e boas práticas de alguém que teve a mesma dificuldade que a gente e resolveu documentar o caminho das pedras. E a ideia é ótima, vamos combinar...menos esforço.

Minha resposta, entretanto, quando me perguntam sobre o melhor método para produtividade, sempre é: todos e nenhum! As pessoas são muito diferentes e é ingênuo achar que algo que alguém criou se adeque 100% a sua realidade. O que eu acho que funciona mesmo é você escolher o método a partir da sua realidade e não tentar mudar seu dia a dia para se adequar a um método completamente.

O olhar tem que ser ativo e reflexivo, questionador e não passivo. O que pode ser alterado? O que disso tem a ver comigo? O que eu estou disposto a testar? Quem disse que esse é um bom jeito? Qual a razão para adotar essa prática na minha vida?

Ah Alice, mas reinventar a roda ninguém merece, é perda de tempo e eu não tenho tempo a perder. É verdade, eu concordo. Mas usar bazuca pra matar mosquito é desperdício também, concorda? E ninguém tá podendo desperdiçar recursos nesse mundo. Por isso, vamos com calma!

A saída é a experimentação. Pega um método, coloca em prática e avalia. Funcionou? Ótimo. Sentiu dificuldade? Procura alguém mais experiente, tira suas dúvidas, lê, adapta. No pior caso, testa outra metodologia.

E você não precisa escolher um método, você pode criar o seu ou fazer um mix de práticas de métodos diferentes. Você é a melhor pessoa para decidir sempre, só precisa deixar um pouco a preguiça de lado. Estude, conheça o que for possível e adapte a sua realidade.

Tem um site legal que pode te ajudar nesse caminho. Ele tem um teste que analisa seu perfil e te dá opções de métodos que podem se adequar melhor a sua necessidade e personalidade. Você pode ser mais visual, mais tecnológico, mais organizado. Isso tudo influencia na sua escolha.

Pense como o uso de etiquetas nas gavetas. No início, você não sabe onde achar as coisas, você usa elas como apoio. Depois você se adapta a organização e não precisa mais delas, vai ajustando e criando seu jeito menos engessado de colocar suas coisas. 

Um método te dá esse guia, uma ajuda inicial para você não ficar perdido ao lidar com suas atividades, pendências, compromissos, informações, rotina e hábitos. Aos poucos você vai adaptando à sua realidade e então já nem precisa mais dele.

É assim que eu faço, se você quer saber (e vocês sempre querem saber). Eu uso muitos métodos, testo vários, incorporo as práticas que me fazem bem na fase que estou vivendo. Começo pelas tarefas mais difíceis (Eat that frog), estou sempre capturando e esclarecendo (GTD), gosto do visual para planejamento e registro (BUJO), e acompanhamento de status e realização (Kanban). Misturo tudo do meu jeitinho particular, incorporo ferramentas, troco quando sinto necessidade.

O importante é funcionar para você, nunca esqueça isso. Se não está funcionando, mude. Procure ajuda. Leia. Autoconhecimento, sempre é um bom caminho.

Mas e se nada funciona? Aí eu esqueceria isso de buscar método e focaria na auto-observação. Isso é o mais importante, a maioria dos métodos se apoia nisso: registro de atividades, pendências, compromissos, preocupações. Então você monta esse quebra cabeça. Planejamento e realização. Os dados te dão um cheiro de onde está sua dificuldade e vão te ajudar a procurar as respostas, técnicas e ferramentas que te ajudam nessa jornada da produtividade. É assim que eu explico no ebook que eu escrevi e é assim que eu ajudo as pessoas nas minhas consultorias.
Porque afinal a gente está sempre mudando, ciclicamente, novas tecnologias estão sempre surgindo, novas metodologias, a sua energia, seu trabalho, tudo muda. Nem faz sentido se apegar com unhas e dentes a um método.
Tem que partir de você. De dentro pra fora. Foca em você e faz o melhor que você puder. E relaxa. Para de se preocupar com o método. Entende a lógica de como você funciona e estrutura um guia a partir disso.

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