Aceitação, equilíbrio e paradoxos

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Você é organizado ou não? Você gosta de planejar ou deixa a vida e levar? Você é mais de focar na ação e partir logo para a execução das atividades ou foca mais no planejamento e análise do que precisa ser feito? Essas e tantas outras perguntas no contexto da organização e produtividade (e não só nesse contexto, claro) acabam nos limitando bastante, não acha? Então a proposta desse post é mexer nisso.

Será que a gente precisa ser ou uma coisa ou outra? Será que a gente é sempre igual em todos os contextos e momentos da nossa vida? Não seria extremo nos classificar de uma forma ou de outra? Eu acredito que podemos ser todas as coisas ao mesmo tempo e variações dessas coisas misturadas, que mudamos de acordo com o que estamos vivendo e que é sim extremo e limitante essas classificações todas que a gente vai criando pra gente e pros outros.

Eu não sei você, mas, apesar de me considerar organizada, não sou em tudo o tempo todo. Você pode chegar algum dia na minha casa e levar um susto, ou pode me ver um dia esquecendo um compromisso importante. Eu gosto de planejar, mas aprendi que posso soltar as rédeas e abrir espaço para a intuição e o inesperado. Em algumas coisas eu foco mais no planejamento (provavelmente coisas com as quais não estou bem ambientada) e em outras eu vou direto pra execução sem nem planejar.

Meu humor varia, minha rotina varia, minhas demandas variam, porque não aceitar que posso também variar?

Sabe o que eu acho? Que a gente é um paradoxo ambulante e que esse é o nosso normal. Só que aceitar isso é tão complexo que a gente vai pra zona de conforto das classificações, que levam ao julgamento e a segregação.

Eu estou aprendendo a ser diferente. A me aceitar como um paradoxo. Que no mesmo dia pode mudar de opinião, que se organiza e desorganiza e que convive bem com isso. Não é fácil não viu? É muita terapia para essa minha mente que se via como exclusivamente racional, perceber e valorizar a importância do que não passa pelo racional, do que é fluido, do que é inconstante.

Mas nesse processo eu me percebi, olha que loucura, uma consultora em organização ainda melhor. Sabe porque? Porque ninguém é perfeito e rotular as pessoas e a mim mesma como isso ou aquilo não ajuda a absorver a complexidade de cada um para encontrar a ordem possível para cada indivíduo.

E é nisso que eu acredito. Que nosso sistema de organização pessoal pode ser simples, mas que precisa dar conta dos nossos paradoxos para que faça sentido e nos mantenha em equilíbrio.

Faz sentido pra você? Me conta aqui nos comentários e vamos continuar esse papo!

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