O que fazer para que as Preocupações ocupem menos espaço na mente?

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"Você não sai da minha cabeça
E minha mente voa
Você não sai, não sai, não sai, não sai..."
Trecho da letra de Firmamento do Cidade Negra

O post de hoje surgiu inspirado pela interação com a galera do Instagram. Fiz um post do tipo "Responde aí" perguntando "quais as maiores preocupações que ocupam a sua mente nesse momento?" o que me fez pensar em como as preocupações afetam a nossa organização pessoal e a nossa vida. E é disso que eu vou falar aqui hoje, tentando dar algumas dicas para esvaziar a mente do caos que as preocupações nos trazem.

Observando as preocupações que surgiram nos comentários, vi que as respostas foram relacionadas a situação financeira, trabalho, saúde e família. Todas preocupações autênticas e pertinentes. E elas sempre são, afinal se a gente se preocupa é porque tem algo ameaçando uma coisa importante pra gente.

Mas e o que podemos fazer com isso? 
E, além disso,o que podemos fazer para diminuir a sensação de paralisação que a preocupação nos trás?

A primeira coisa a observar, é que existem aquelas preocupações que estão relacionadas a coisas e situações que só dependem da gente e existem também aquelas sobre as quais não temos ação (dependem dos outros ou de coisas aleatórias como o clima, um possível acidente, a hora que o ônibus vai passar, etc.).  

Essa observação é importante porque se preocupar demais com o que não depende da gente é energia gasta a toa. Se você não pode controlar, sugiro então que nem tente. Espere pelo melhor e faça o que puder para minimizar os efeitos da situação ir para o pior caso. 

Por exemplo, no dia da enquete, a minha preocupação era com a chuva pois eu precisava pegar minha filha e ainda não me sentia segura por causa da recente fratura no tornozelo (ainda tenho umas questões com equilíbrio e o terreno molhado seria um risco). A preocupação era genuína (na maioria das vezes é) mas não tinha nada que eu pudesse fazer, então resolvi transformar a preocupação em ação. Separei meu tênis mais aderente, levei as muletas (apesar de não precisar mais delas) e saí mais cedo de casa. 

Já quando a preocupação diz respeito a algo que depende da gente, poderíamos supor que bastaria agir, mas eu sei que nem sempre é tão simples assim. Isso porque a gente nem sempre sabe por onde começar a ação ou tem dúvidas sobre o que exatamente fazer. E isso fica remoendo na nossa mente.

Só que tem jeito! E a organização pode ajudar nisso. A gente acha que agir envolve apenas realizar ou produzir algo grande. Mas qualquer ação pode começar pequena, como um esboço no papel. Por isso, sugiro sempre que sua primeira ação seja descarregar suas preocupações em listas ou palavras soltas e depois conectar os itens (um mapa mental pode ser extremamente útil nesse sentido).

Ao olhar para o que foi escrito, você começará a identificar alternativas, soluções e caminhos. E aí, é a hora de começar a listar as ações, ordenar e planejar. Primeiro você organiza a mente, depois organiza a rotina. E tudo vai ficando mais claro.

Deixa eu te dar um exemplo, para tornar esse papo mais concreto...essa semana eu percebi que estava me sentindo muito cansada. E aí, comecei a ficar preocupada. Será que essa vida empreendedora iria me cobrar a conta? Resolvi revisar minhas anotações sobre a minha rotina e vi que tinha exagerado. Mas a preocupação continuava: será que tinha alternativa? Afinal, eu preciso tornar meu negócio sustentável financeiramente e isso significa trabalho árduo. Será? Resolvi colocar no papel. Listar o que eu precisava fazer, classificar o que era imprescindível e o que era descartável. As coisas ficaram mais claras e eu resolvi fazer alguns ajustes nos meus horários para diminuir o cansaço. A preocupação, então, parou de ocupar todo aquele espaço na minha mente e as coisas foram ficando mais leves.  

Percebe que existem maneiras de transformar a preocupação em ação? Espero que tenha ficado claro que esse não é um post para te ajudar a eliminar a preocupação da sua vida. Isso não é factível. A preocupação faz parte da vida. E ela é, na verdade, saudável, pois nos faz perceber riscos e nos leva a ação. Só que para isso ela não precisa ficar na sua mente por muito tempo. Faz sentido pra você?

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