Os filhos saem, a bagunça fica!

06:52


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No último final de semana fui a Salvador para o aniversário dos meus pais.  Para quem não sabe, sou de Salvador e morei lá até 2009 quando fui transferida pelo trabalho para o Rio de Janeiro, onde conheci meu marido, casei, tive uma filha e moro até hoje. Na casa de minha mãe visitei meu antigo quarto e foi uma viagem no tempo. O quarto ainda tem muitas coisas minhas, livros, fotos, roupas, coisas que não uso mais, outras que poderia estar usando, coisas que tem valor sentimental e gostaria de poder manter.

O insight veio com o comentário da minha mae: "é filha, você dá dicas tão boas de organização, só precisa colocar em pratica aqui no seu antigo quarto". E não é verdade gente? Eu esqueci daquele meu antigo mundo e das coisas que ficaram ali, vim viver minha vida aqui no Rio e me esqueci da bagunça que deixei por lá (na verdade não deixei bagunçado, preciso me corrigir, mas com os anos minha mãe foi usando para outros fins e minhas coisas ficaram deslocadas e sem sentido, o que acaba caracterizando bagunça). Foi quando veio a ideia de dividir aqui com vocês essa situação, pois acredito ser muito comum.

Outra situação também muito comum que eu vejo acontecer com meu marido por exemplo é que quando ele não está usando mais alguma coisa aqui em casa ele ao inves de doar ou jogar fora, fica apegado e despacha para a casa dos pais dele. É como se fosse um limbo, dá a ele a sensação de conforto de ainda poder acessar aquilo se for preciso e ao mesmo tempo a tranquilidade e economia de tempo e espaço que a organização proporciona. Mas é apenas uma ilusão. 

Nas duas situações, nós, os filhos, saimos de casa e deixamos a bagunça na casa de nossos pais. Nos iludimos esquecendo propositalmente ou não de parte de nossas coisas. 
Temos que olhar com carinho para essa situação, priorizar a revisão desse hábito e agir! Organizar o que é nosso que está na casa deles também. 

Se não tem espaço na sua casa para algo, você precisar dar um fim nele. Dar de presente, cortar relações, autorizar seus pais a fazer daquilo o que bem entenderem. Mas se ainda quiser como seu, então assuma e incorpore a sua propria casa de alguma forma. Reforme, dê um novo uso. Se não combina com o gosto do seu parceiro, dê pra alguem que vá usar, um amigo proximo que você vá visitar e possa ver a peça sempre que desejar para matar as saudades. Mas faça alguma coisa, pois deixar a bagunça lá, essa energia parada, esse museu da sua vida pregressa não faz bem nem a você nem a seus pais que estão sem espaço para as próprias coisas.

Pense nisso e mãos a obra! Viva a organização, em todos os seus ambientes e aspectos da sua vida (e ela inclui a casa dos seus pais)!

* Créditos da imagem: http://osolitarioacompanhado.blogspot.com.br

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3 comentários

  1. Perfeito Alice... sem contar que quando conseguimos arrumar esta desordem que ficou para trás, estamos prontos literalmente para seguir em frente e viver a nossa vida de corpo, alma e coração.

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  2. Com certeza! Uma professora minha diz uma coisa em que eu acredito muito: desorganização é um sintoma! ;)

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